O tema da autoestima muitas vezes está relacionado com assuntos da psicologia e muitos estudiosos já pesquisaram e definiram o termo. Alem disto é também uma demanda para as sessões de psicoterapia, o que quero dizer com isso é que muitas pessoas procuram um psicólogo (eu mesma já recebi muitos clientes) para melhorar a sua autoestima. Mas afinal, o que este termo quer dizer?

O dicionário Aurélio  fornece a seguinte definição: “Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos”*.

Carl Rogers, fundador da psicologia humanista, expôs que a raiz dos problemas de muitas pessoas é que se desprezam e se consideram seres sem valor e indignos de ser amados. Na escola humanista da psicologia, desde Rogers, o conceito de Autoestima resume-se no seguinte axioma: “Todo ser humano, sem exceção, pelo mero fato do ser, é digno do respeito incondicional dos demais e de si mesmo; merece estimar-se a si mesmo e que lhe estimem”.

Abraham Maslow, em sua hierarquia das necessidades humanas, descreve a necessidade de apreço, que se divide em dois aspetos, o apreço que se tem a si mesmo (amor próprio, confiança, perícia, suficiência, etc.), e o respeito e estima que se recebe de outras pessoas (reconhecimento, aceitação, etc.).

Escolhi uma definição geral (dicionário) e dois nomes da psicologia, mas que tem olhares distintos para falar do tema e demonstrar as semelhanças: todos abordam que a autoestima é o olhar para si mesmo, reforçando a importância de um olhar positivo. Rogers menciona ainda que muitos problemas das pessoas são causados pelas questões relacionadas à autoestima.

Mas é possível ter autoestima boa ou ruim, baixa ou alta? A resposta é sim, com toda certeza. A forma como nos relacionamos conosco e como nos vemos interfere diretamente em nossa autoestima. E quando essa percepção não é boa, os impactos podem ser grandes!

Pode parecer clichê, mas uma frase muito repetida é bem verdadeira “se você não se amar primeiro, quem irá?” Se você não perceber o seu valor e não acreditar em suas capacidades, dificilmente outras pessoas conseguirão fazê-lo.

E o tema da autoestima tem uma relação bem direta com a psicologia positiva, porque esse movimento teórico tem como objetivo olhar e estimular o lado bom das pessoas, vivendo emoções positivas, utilizando as forças de caráter, experienciando o flow e muito mais. Esse enfoque no florescimento humano contribui muito para o aumento do autoestima.

A psicologia positiva não é restrita aos psicólogos, seus exercícios e pesquisas estão disponíveis a todos e podem ser usados sem restrição. E vale lembrar que todos os conceitos e proposições da área são testados cientificamente.  Alem disto, a Psicologia Positiva não nega a existência de problemas, assim como o conceito de autoestima não ignora que tenhamos dificuldades. Mas os dois pontos de vista nos sugerem valorizar o que há de bom, vivenciar nossas essências e buscar uma melhor versão. Assim, frente à uma situação difícil ou mesmo um desafio, o conhecimento de nossas habilidades poderá nos ajudar a passar por este momento de uma maneira mais tranquila.

Em minha prática clínica é comum ouvir de meus clientes frases como as a seguir: “se fosse em outra época eu tenho certeza que seria muito mais difícil passar por essa situação”, ou “eu imaginei que sofreria muito mais, e consegui lidar com esse momento com mais tranquilidade, apesar de ter sido algo difícil”. E a minha reflexão com eles nestes momentos é a de que a quando eles se conhecem, e percebem que são capazes de enfrentar, e sabem lidar com suas emoções, o olhar para os problemas e situações inesperadas muda e a vida fica mais leve, o que não significa que fica perfeita.

A psicologia positiva  atrelada à busca de melhor autoestima traz benefícios de longo prazo, alem das praticas propostas pela teoria, todos nós podemos buscar e inventar formas de viver a vida de uma maneira mais plena e positiva. Experimente também!

https://dicionariodoaurelio.com/autoestima;

Juliana Camila do Nascimento Ferreira

Juliana Camila do Nascimento Ferreira

Psicóloga clínica (CRP 06/89876), Coach, Mentora de Coaches, Formadora nas áreas de Coaching, Psicologia, Desenvolvimento Infantil e Neurociências. Atua em consultório próprio realizando atendimento a crianças, adolescentes e adultos sob a Abordagem Psicoterapia Cognitivo Comportamental. Apaixonada pela Psicologia Positiva, com formações no tema, incluindo PP Specialization Project com Martin Seligman.

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