COMO AJUDAR SEU FILHO A SER MAIS RESILIENTE?

Considera-se a resiliência, como a capacidade de recuperação dos indivíduos diante das dificuldades ou adversidades da vida. Pode-se observar que pessoas, independente, da idade, após perder um familiar, sofrer uma violência física, ou vivenciar grandes desastres (naturais ou não), conseguem apresentar uma conduta mais positiva diante das situações, sentindo mais fortalecidas diante dos obstáculos.

A resiliência pode ser da seguinte forma: a que faz com um sujeito se recupere de um evento traumático, ou de superar as desvantagens para obtenção do sucesso na vida, e a outra, é a capacidade de superar o estresse para funcionar adequadamente ao longo da vida.

Com as crianças não é diferente. Estas podem também vivenciar situações difíceis, e a resiliência na infância se desenvolve mais cedo através de interações familiares, e fatores ambientais, que vão auxiliar na redução do estresse na infância.

Sabe-se que as crianças que tiveram apegos saudáveis e com bons recursos de adaptação tendem a ter um bom início de vida, obtendo sucesso ao ingressar na escola e sociedade. No entanto, os adultos, precisam ajudá-las a desenvolver suas habilidades de linguagem e expressão. Do contrário, pode ter seu desenvolvimento prejudicado, causando diversos prejuízos à sua saúde física e psicológica na fase adulta pela falta da adaptação resiliente.

Por isto, a resiliência pode ser ensinada e estimulada para que as crianças possam, por meio dessa habilidade emocional de transformação e superação, recupera-se de experiências traumáticas, ou de situações de ansiedade e insegurança, tornando-se mais fortes do que antes.

E, como ajudar a criança a ser mais resiliente, tornando o mais fortalecido no futuro?

  • Os pais precisam ser fonte de apoio. É necessário, que os adultos sejam afetuosos, solidários e estejam disponíveis para escutar seu filho, validando suas emoções;
  • Ajude a criança a descobrir seus pontos fortes. Isto faz com desenvolva uma adaptação resiliente;
  • É preciso ter cuidado com a superproteção, pois durante todo a vida, a criança precisa ser confrontada com problemas, e ter a oportunidade de desenvolver a capacidade de lidar com os desafios, bem como, vivenciar decepções e derrotas.

Vale ressaltar, que a superproteção tem um efeito nocivo sobre a saúde das crianças, já que a resiliência surge com os ataques venenosos da vida, com os conflitos com os pais ou amigos e com as dificuldades que elas precisam superar.

  • Oriente a criança a lidar satisfatoriamente com as dificuldades e a entender que os desafios passados o ajudam a desenvolver a força para gerenciar adversidades futuras. Ajude a criança a confiar em si mesma para resolver problemas e tomar decisões adequadas. Isso, irá fomentar sua autoestima;
  • Ensine seu filho, a ver o lado positivo das experiências ruins. Quando as crianças possuem uma atitude positiva diante das adversidades, conseguem enfrentar as dificuldades com otimismo e positividade;
  • Esclareça ao seu filho que as dificuldades sempre existirão, mas que depois delas a vida continua. Utilize contos que exemplifiquem essa dinâmica e que transmitam exemplos de positividade;
  • Outra forma de construir uma atitude positiva, é ensinar o seu filho a levar a vida com bom humor e capacidade de rir de si mesmo. Assim, você estará o ajudando a ter um comportamento mais flexível;
  • Nem toda a criança possui a habilidade para agir socialmente, e com isso, estão vulneráveis ao isolamento, à insegurança e ao medo. Por essa razão, é preciso estimular a socialização. Uma relação familiar forte, pode proporcionar um ambiente onde a criança se sinta amparada e aceita;
  • Ensine seu filho a cooperar e ajudar os outros. A criança que é solidária e cooperativa se sente mais útil e valiosa. Também, irá fortalecer a sua capacidade de estabelecer empatia. No futuro, isto será um dos pilares da sua força psicológica;
  • Ensine à criança a ter rotina. Isto, proporcionará segurança e estabilidade. Além disso, a rotina lhe permite avaliar se está vivendo “corretamente” ou não;
  • Ajude seu filho a se cuidar, tanto sua saúde física quanto emocional. É necessário que explique para ele a importância do autocuidado. Mostre a importância das atividades do dia a dia, como por exemplo, como praticar esportes, rir, amar-se, manter a higiene, e etc.

No entanto, ensinar sobre os aspectos do autocuidado, não significa que a criança tenha que se virar sozinha, mas sim, aprender o que fazer quando não tiver o amparo dos pais ou de outros adultos por perto. Desta forma, você estará estimulando a responsabilidade e autonomia.

Ensine seu filho a construir pequenas metas. Use datas comemorativas (aniversário ou natal) como formas deste aprender como estabelecer metas. Assim, ele vai experimentar o valor da conquista, dos objetivos alcançados. Mostre para este, o quanto se sentirá “grande” quando passa por alguns desafios. Portanto, é importante, é que as crianças recebam cuidados de boa qualidade dos pais ou cuidadores desde cedo, e tenham oportunidades de aprendizagem, nutrição adequada, facilitando o desenvolvimento positivo das capacidades cognitivas, bem como na aquisição das habilidades sociais e a autorregulação emocional.

Andréia Haas Krug

Psicóloga - CRP 07/14023

Sou formanda pela ULBRA, pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, especialista em Psicologia Jurídica. Coautora do livro Saúde Emocional na Escola e dos e-books: E Agora Pais? Lidando com os Desafios do Universo Infantil e do O Psicólogo vai à Escola Vol.1, 2 e 3. Atendo crianças, adolescentes e adultos, realizo avaliação psicológica, orientação de pais e consultoria em escolas, na cidade de Porto Alegre/RS.

  • deiapsico7@gmail.com

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