Esperança segundo a Psicologia Positiva.

Podemos dizer que a esperança é o que nos motiva na direção de nossos objetivos, mas precisamos compreender como a psicologia positiva entende este conceito. Estudos recentes apontam que ao desenvolver a esperança esta desperta inúmeros aspectos positivos em crianças e adultos.

A esperança é uma variável dinâmica, voltada para o futuro e direcionada a obtenção de um objetivo, composta por rotas e agenciamentos e avaliada pelo sujeito. O agenciamento é o incentivo em perseguir um propósito, e as rotas são as possibilidades planejadas para obtenção do objetivo. Ambos devem estar presentes para que se tenha esperança (Pacico & Bastianello, 2014).

Sendo assim, uma pessoa com esperança é capaz de ir na direção de caminhos que levem a sua meta, mesmo que necessite alterações no percurso, bem como habilidade de lidar com essas mudanças e direções, mantendo-se sempre motivado. (Snyder & Lopez, 2009).

Para Fernandes (2016) a esperança segue um esquema de mudança que instiga para o futuro e pode ser aprendida, trabalhada e desenvolvida por meio de técnicas específicas e atuação consciente, através de caminhos e de possibilidades para planejar e viver conquistas.

Sujeitos com altos índices de esperança, segundo pesquisas, sugerem melhores médias nas notas dos alunos, além de excelente desempenho no esporte, maior nível de felicidade, satisfação e experiência de emoções positivas em suas vidas. Destacam ainda que a esperança pode e deve ser desenvolvida a fim de oportunizar cada vez mais um aumento desses índices, e apontam possibilidades técnicas para isso (Snyder & Lopez, 2009).

A esperança é constante ao longo do tempo e das situações, ou seja, mesmo alguém realizando uma avaliação para medir seu grau de esperança esta determinará seu nível em diferentes áreas da vida. Pode se medir a esperança de duas formas distintas, através do modelo de esperança disposicional ou cognitiva. O modelo de esperança disposicional é medido pela Escala de esperança disposicional adaptado e validado no Brasil pelo laboratório de Mensuração da UFRGS, mantendo uma estrutura unidimensional, embora existam os componentes de rotas e agenciamentos (Pacico, Zanon, Bastianello & Hutz, 2013).

Já a esperança cognitiva é definida como a interação entre os desejos e expectativas, havendo para tal uma escala com eventos específicos e circunstâncias generalistas. Ambas as esperanças podem ser medidas em escalas específicas e seus escores brutos comparados a tabelas normatizadas para cada caso (Pacico & Bastianello, 2014).

Contudo, ter esperança desperta a capacidade da pessoa em confiar em si mesma, buscar seus objetivos mesmo que ocorram problemas durante o percurso, pois qualquer desvio que se faz necessário exigirá um novo planejamento, sem esquecer o que deseja para sua vida.

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