Ao falar sobre otimismo na visão da Psicologia Positiva, estamos falando também de Potencialidades humanas que são as 24 forças de caráter que todos nós possuímos, mas neste momento irei enfatizar apenas uma. O otimismo está ligado à força da esperança.

Nesta definição podemos dizer que é uma atitude natural ou adquirida para ver o lado bom da vida e obter expectativas de eventos futuros sempre com o olhar positivo. Na perspectiva de Seligman (1998), o otimista não se reduz a ter apenas pensamentos positivos.

E sim ao modo como a pessoa pensa sobre causas de acontecimentos negativos. Desta forma, consiste diferenciar entre pessoa otimista e pessimista de maneira como elas explicam os seus acontecimentos bons ou ruins, ou seja, o estilo explicativo da visão situacional encontrada. Snyder e Lopez (2002), em seu livro sobre Psicologia Positiva, destacam duas teorias que vem recebendo grande atenção com relação ao construto otimismo. São elas: Teorias do Otimismo Aprendido de Martin Seligman e do Otimismo Disposicional de Michael Scheier e Charles Carver.

Cabe enfocar neste artigo o modelo explicativo de Martim Seligman, onde cita três dimensões os quais se refere á Permanência – no que diz respeito aos efeitos de determinado evento prolongado de tempo, podendo ser estáveis ou temporários. Difusão – está relacionada aos fatos de serem universais ou específicos e a Personalização – associada ao quanto á causa do evento é atribuída a fatores externos.

De acordo com estas três dimensões, pessoas otimistas atribuem seus problemas como passageiros, temporários e específicos para uma determinada situação.

 

Já os pessimistas enfocam eventos ruins como permanentes, inespecíficos e internos, acerca de que algo estivesse errado. Então podemos observar a maneira como os fatos mudam nosso comportamento e consequentemente nossas ações. Para Seligman et al., (1984) esse estilo explicativo de eventos possui raízes evolutivas nos componentes genético e ambiental.

Pais que ensinam as crianças a entenderem seus fracassos e os atribuem a causas externas, temporárias e específicas, estão ensinando aos seus filhos perspectivas otimistas de eventos futuros.

Sendo assim, emoções negativas também contribuem funcionalmente como defesa para as ameaças externas, onde o diferencial é a intensidade destas emoções nas quais observamos pessoas com comportamentos negativos constantes. Tornando-se indivíduos com baixa estima de propensões pessimistas.

Enquanto há pessoas com hábitos emocionais e comportamentais positivos possuidores de um papel importante na evolução humana. Seligman 2009. 

Encontramos na literatura de Pollyanna, Porte 1913. A história narra o caso de uma criança instruída pelo pai do “Jogo do contente” que consiste em buscar o lado bom da vida.

Outro exemplo bastante relevante no qual apontamos é sobre ser otimista no filme “A vida é bela”. Enredo que retrata a história que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, do judeu Guido e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Distante da sua esposa, ele teve que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estavam participando de uma brincadeira, e diante do caos de terror e violência a brincadeira afirmaria a essência da infância do menino, repleta de esperança e otimismo em brincar.

São duas histórias em contextos diferentes que ilustram mesmo diante das adversidades quando se tem otimismo/esperança, conseguimos superar dificuldades ou problemas com menos sofrimentos. Embora tenha conotação ingênua estas narrativas reforçam estudos que nos trás provas cientificas de que pessoas otimistas adoecem menos, tanto as doenças fisiológicas como as emocionas, o que nos leva acreditar que o otimismo vem também  desencadear atitudes positivas para as adversidades e uma boa aliada para autoestima.

Benefícios de ser Otimista

Encontramos diversas pesquisas que relatam ser otimista em tempos difíceis nas adversidades da vida, possibilita ás pessoas vivenciarem menos ansiedade, mantenham-se firme em seus objetivos, foco e criam estratégias em direção de melhores resultados, são mais felizes, pois realizam com mais sucessos seus sonhos e não se frustram tanto com os percalços. 

O otimismo tem sido associado a melhores resultados em recuperação em diversas áreas da saúde física, como no caso das doenças de coração e doenças de câncer, pois pesquisas indicam que pessoas otimistas têm uma  tendência a perceber os eventos da vida da melhor forma possível  e acabam envolvendo mais esforços para a solução de seus problemas.

Outro enfoque sobre o otimismo que podemos apresentar é, as pessoas com baixo nível de otimismo podemos assim classificar como pessimistas, elas apresentam maior riscos para graus elevados de depressão e baixa qualidade de vida.

Em suma, já existem diversas pesquisas que demonstram a visão do otimismo está fortemente ligada ao maior bem-estar subjetivo, ao enfrentamento para as adversidades e maiores cuidados com a saúde, no contexto profissional e pessoal.

Ser otimista é uma atitude emocional de positividade que eleva as pessoas a enfrentarem seus problemas e minimizarem doenças físicas e mentais de forma mais saudável possível em diferentes âmbitos da vida. (Scheier & Carver, 1992).
Cátia Cilene Silva Amaral

Cátia Cilene Silva Amaral

Psicóloga Clínica e Organizacional(CRP 13/6242), especialista em Gestão de Pessoas. Atuação clínica na abordagem Cognitiva Comportamental, palestrante motivacional. Apaixonada pela ciência da Psicologia Positiva em proporcionar-me a conhecer o que ser humano tem de bom, suas forças pessoais.

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