A difícil arte de mudar

Todo mundo quer mudança, mas ninguém quer mudar. Quem já escutou essa frase levante a mão.

Pois então, todos nós sabemos o quanto é desafiador promover alguma mudança em nossas vidas, o quanto é penoso sair da zona de conforto, que na grande maioria nem é tão confortável assim.

Abrir mão de algo para conseguirmos alguma coisa parece que não está escrito no DNA do ser humano. Não fomos educados, mapeados para lidar com perdas ou mudanças que nos faça desistir de algo. O apego é algo que traz sofrimento.

Até os recomeços às vezes são tortuosos, pois não sabemos o que há do lado de lá, e na dúvida permanecemos do lado de cá.

Quando escuto alguém dizer a seguinte frase: “eu quero mudar, mas não consigo.” Hoje eu entendo que na verdade leia…”mas não consigo” e entenda “mas eu não quero.”.

Como assim? Mas eu disse que quero, como posso ter duas opiniões sobre determinando assunto, fato ou situação?

Pois bem, muito provavelmente esse “mas eu não quero” seja inconsciente, mas pode ser consciente também. Na psicologia chamamos de ganho secundário, ou seja, há uma razão pela qual, às vezes, não temos plena consciência, mas que nos mantém preso, ligado, amordaçado às situações e/ou a pessoas.

Eu comecei falando sobre o assunto mudança em virtude de ter assistido a um filme cujo título é Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes.

Um documentário que vale a pena assistir para rever seus valores, o que realmente é importante para você, como você lida com as “coisas”, para que servem, o que emocionalmente representam.

Será que realmente precisamos consumir tanto? Nos sentimos felizes assim? Podemos ser feliz com menos?

A resposta é que podemos viver muito bem com menos, mas ainda é desafiador para alguns, pois nem sempre desapegar-se de algo é fácil.

Preste atenção no trecho do filme que achei interessante onde Ryan Nicodemus sugere uma vida com menos para sermos mais.

Para promovermos qualquer mudança, sabemos que será desafiador, mas é possível.

Precisamos identificar o que queremos mudar e o que isso representa para nós, escrever…sim, escrever o que sentimos em relação à tal situação, hábito ou objeto que precisamos desapegar.

O minimalismo foi somente um exemplo que eu trouxe para provocar em você um momento de reflexão no sentido de avaliar qual o sentido de consumirmos coisas que não nos traz felicidade.

Mas o que tudo isso tem a ver com a Psicologia Positiva? Tudo.

Resultado de imagem para consumo excessivoO nosso bem-estar subjetivo (felicidade) não está ligado ao consumo excessivo de “coisas”.

Já foi comprovado através de várias pesquisas que o dinheiro não aumenta a potência da felicidade. Por exemplo, se você tiver todas as suas necessidades básicas atendidas, ter 1 milhão na conta bancária não aumentará o seu nível de felicidade.

Felicidade está intimamente ligada à cinco elementos: emoções positivas, engajamento, relações positivas, significado e realização.

O dinheiro é emocional, e muitas vezes através dele compramos “coisas” para satisfazer um vazio emocional e que nos leva ao consumo desenfreado. Refiro-me aqui ao excesso.

Uma dica que dou para você repensar seu comportamento, se mesmo com alguma dificuldade financeira continua gastando. Há três perguntinhas mágicas que pode lhe ajudar:

  1. Eu tenho esse dinheiro?
  2. Tem que ser agora?
  3. Eu preciso deste objeto?

Em qualquer uma delas se você responder não o processo de compra pára e isso pode lhe poupar um pouco tempo de estresse desnecessário.

Mas hoje eu só quis lhe trazer essa reflexão sobre mudanças na vida e consumos.

Sejamos a mudança que queremos ver no mundo.

Se gostou compartilhe, deixe suas dúvidas nos comentários e até o próximo artigo.

Abraços positivos.